Centelha

Popai Snack – snacks veganos

Primeiros passos

Arthur Vaz, durante um intercâmbio na Irlanda (Dublin Business School) conheceu, constatou e se impressionou com a força do conceito/categoria de produtos Clean Label na Europa. Por já ser um adepto do esporte e da alimentação saudável, logo virou um consumidor assíduo desta categoria de produtos. Sobre o “Clean Label”, Arthur nos fala que acredita “que o simples é o ótimo”. “Quanto mais simples, mais nutritivo.” O conceito Clean Label (ou “rótulo limpo”) é um conceito/movimento que teve início a partir da demanda dos consumidores por mais transparência nas informações, ingredientes naturais além da responsabilidade com o meio-ambiente.

Linha RAW (que passará a ser chama ENERGY) – © POPAI SNACK

Empreendedor por natureza, Arthur, ao voltar da Europa depois de um ano e meio cursando uma especialização em Business Information System (Data Science), resolveu criar um app de previsão de ondas que chamou de Nagaru. Mesmo com um trabalho regular em paralelo ao desenvolvimento do app, não conseguiu arcar com todos os custos desse desenvolvimento. Também em paralelo, Arthur desenvolvia as suas próprias barrinhas proteicas “Clean Label veganas”, que sempre foram elogiadas pelos amigos. Os elogios o encorajaram a empreender com estas barrinhas. Naquela altura, as barrinhas eram refrigeradas com quatro dias de validade e, mesmo com esse curto período de validade, conseguiram se destacar, o que o levou a interromper o desenvolvimento do app, seguindo “apenas” com a Popai (nome que deu para a sua startup). Quem pensou que o nome da empresa tem relação com o personagem dos desenhos animados, acertou. A figura desse personagem remete à saúde, força e a uma alimentação vegetariana (ele se alimentava de espinafre). Além disso, como nos conta Arthur: “queria um nome que fosse fácil de falar e escrever”.

Linha Vegan Protein – © POPAI SNACK

Equipe

Capitaneando a Popai Snack, Arthur (Engenheiro de Produção com especialização e MBA em Inteligência Artificial pela PUC-RJ, FGV e MIT, com experiência em empresas de alimentos e bebidas, como BRF e Coca-Cola, também escreve sobre ciência de dados em fóruns online) também conta com Igor Poltronieri (Economista formado pela UFF, especialização em Master Business Administration pelo IEG, tendo trabalhado na VALE e em empresas de consultoria financeira) e Danilo Gagliardi (Engenheiro Civil com especialização em Gestão de Produtos pela UFRJ, com experiências no setor de construção, em empresas como EVEN e PDG, além de mais um ano como empresário do ramo).

© POPAI SNACK

Veganismo e mercado

No seu período na Europa, Arthur também teve a oportunidade de conhecer melhor o mercado vegano e constatou que esse movimento vai muito além da preocupação com uma alimentação plant-based. É um estilo de vida. Arthur nos conta que “sempre quis criar uma marca que fosse além dos produtos, que tivesse uma preocupação genuína com a sociedade e planeta”. “Somado a isso, a categoria “vegano” vem se destacando em diversas categorias distintas, com um crescimento bem maior do que as demais.”

Como já vimos em outros posts aqui na Centelha, startups de alimentos plant-based, muitas vezes iniciam suas atividades tendo como foco o público vegetariano/vegano, mas ao longo do caminho, chegam à conclusão de que seu público é, potencialmente, bem maior. É um público que busca uma alimentação saudável, com sabor, que busca saber o que está ingerindo. Não é diferente com a Popai Snack, que acertadamente, não gosta de rotular o seu público, que abrange os vegetarianos, veganos, crudívoros, diabéticos, esportistas/fitness, intolerantes a lactose, intolerantes a soja… enfim, um público que busca uma alimentação saudável e saborosa.

© POPAI SNACK

Linha de produtos

No seu portfolio a Popai oferece quatro linhas de produtos (total de 13):

  • Linha Raw (que passará a ser chama de Energy) – Cocada, Paçoca Crocante, Castanha do Baru, Café Orgânico com Goji Berry, Cereja com Castanha do Pará, Banana com Canela, Creme de Avelã com Cacau e Chocomenta (esses dois últimos são lançamentos);
  • Linha Vegan Protein* – Pasta de Amendoim, Tapi Brownie de Alfarroba, Baunilha com Cacau e o lançamento Choco Crunch;

* A linha Vegan Protein difere da linha Raw no acréscimo de proteína de origem vegetal (atualmente a Popai utiliza a proteína da ervilha e do arroz).

  • Linha Granola Premium – Granola Premium.

Os lançamentos Creme de Avelã com Cacau e Chocomenta já são destaques nas vendas. Outros sabores com bastante aceitação são: Cocada, Paçoca Crocante, Banana com Canela (da linha Raw) e a Pasta de Amendoim (linha Vegan Protein). Os ingredientes são, na maioria, nacionais, com exceção da tâmara, que é 100% importada.

Granola Premium – © POPAI SNACK

Lançamentos – © POPAI SNACK

Pandemia e crescimento

Arthur nos conta o que a pandemia representou para a Popai: “reinvenção, aprendizado e amadurecimento”. Como (quase) todos os segmentos, esse momento teve impactos na empresa e, mostrando toda a agilidade de uma startup, refizeram toda a estratégia em menos de um mês, preservando o caixa, mas buscando soluções alternativas.

Transformando a dificuldade em oportunidade, investiram no e-commerce, que já começa a ter uma representatividade no faturamento total da empresa, também fizeram mudanças no lançamento de novos sabores/produtos que proporcionaram “savings consideráveis”.

A startup está conseguindo manter um crescimento expressivo neste segundo semestre, todas as negociações com as redes de mercados, farmácias incluindo as lojas Hudson, presentes nos aeroportos do país, foram retomadas.

© POPAI SNACK

Efetivamente, a startup começou em 2019, antes deste período, estavam na fase de MVP*/prototipagem; produtos, embalagens, sabores e até o branding eram diferentes. De lá para os dias atuais, já registram um crescimento de 235% em 2020, com um faturamento projetado para o ano de mais de R$ 1 milhão. Para 2021, de acordo com as projeções (com a entrada de investimentos – estão em rodada de negociação e a entrada de “dois nomes de peso como advisors”), devem triplicar esse valor!

* Minimum Viable Product – MVP ou Produto Mínimo Viável é a versão simplificada de um produto final de uma startup.

Inteligência artificial e o TALK

Como Engenheiro de Produção e com especialização em Data Science (dede 2014), Arthur desenvolveu e implementou o algoritmo que chamou de TALK para o desenvolvimento de produtos e sabores na Popai. O algoritmo é costumer centric, “ele leva em conta tudo que o consumidor fala e compartilha na internet pública”. “Tanto em relação a receitas, me sugerindo combinações de ingredientes como em relação a comentários sobre produtos da nossa categoria, já que consegue entender o padrão de reclamação dos produtos da minha categoria e assim, conseguimos de forma proativa, resolver ou pensar em como resolver uma dor do consumidor”, explica Arthur.

A utilização do TALK levou a sabores como o Café Orgânico com Goji Berry (da linha Raw), este ingrediente – goji berry (com diversas propriedades medicinais, está presente nas medicinas tradicionais chinesa, coreana, vietnamita e japonesa), apareceu um número significativo de vezes nas combinações do algoritmo.

Goji Berry. Imagem de Susana Martins por Pixabay – © PIXABAY

Mercados e novidades

Atualmente, os snacks da Popai estão presentes (e se expandindo) nas regiões Sul e Sudeste, com maior destaque para o eixo Rio de Janeiro e São Paulo. Já há contatos para entrarem nas outras regiões e, no máximo até outubro, desembarcarão em terras portuguesas além de conversas para desembarcarem também no mercado californiano!

Nos próximos meses trarão novidades nas linhas Raw e Vegan Protein. E uma notícia quente, lançarão produtos na categoria Chips!

Outra novidade está relacionada com o que Arthur chama de “ecossistema Popai – varejo, alimentação saudável, plant-based”, trarão futuramente “uma solução 100% digital, disponível em app com inteligência artificial que já está em fase de aprendizado”.

Sustentabilidade

A startup “exercita” outros pilares da Sustentabilidade. Durante a pandemia, a empresa doou mais de mil produtos para profissionais que trabalham em hospitais do Rio de Janeiro e de São Paulo (ação liderada pela Carol Alves Aguiar). Todo ano desenvolvem uma ação social, em 2019, reformaram o refeitório da ONG Amparando em Jardim Gramacho.

Na linha de Chips (que ainda será lançada), implantaram um projeto interno para o desenvolvimento de produtores locais, firmando parcerias. A startup está auxiliando na profissionalização das pessoas envolvidas e no processo de certificação orgânica.

Em relação às embalagens, estão com a eureciclo praticamente desde o início da empresa, para auxiliar a solucionar o problema da destinação correta das embalagens pós-consumo. Além dessa parceria, estão com um projeto piloto para a logística reversa das embalagens, chamado “Volta Embalagem”. O projeto tem o objetivo de garantir que as embalagens dos produtos da Popai tenham o descarte correto e, através dessa política de logística reversa, possam criar o hábito no consumidor de “guardar” essas embalagens (depois de utilizadas) para devolvê-las para que, através de uma cooperativa localizada em Jardim Gramacho, seja feito o descarte de forma correta.

Volta Embalagem – © POPAI SNACK

O projeto Volta Embalagem está em fase de testes (por enquanto, apenas na cidade do Rio de Janeiro) e ainda passará por aprimoramentos, vem recebendo adesões, principalmente por parte dos consumidores online. Após a fase de testes, a Popai pretende expandir para as redes de mercados já como um case de sucesso, ajudando desta forma, na adesão de mais consumidores.

 

FONTE(S):

Popai Snack

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