Centelha

Apeel Sciences – frutas frescas por mais tempo

Já falamos sobre inovações como as fazendas em contêineres da Fazenda Urbana, com seus micro verdes e cogumelos e a proteína retirada de CO2 com a tecnologia da Solar Foods. Com o aumento da população, essas e outras inovações serão mais do que necessárias para a otimizar a produção de alimentos. Além disso, também precisaremos reduzir o desperdício de alimentos, estimativas dão conta de que esse desperdício chega a 40% de tudo que é plantado.

© APEEL SCIENCES

A Apeel Sciences é uma startup americana, fundada em 2012, com um investimento inicial de US$ 100 mil da fundação Bill & Melinda Gates para ajudar a reduzir o desperdício de alimentos após a colheita nos países em desenvolvimento, que carecem de infraestrutura de refrigeração. Tudo começou com James Rogers (fundador e CEO) que, enquanto trabalhava em seu doutorado em materiais em busca de uma “tinta solar” para captar e “democratizar” a energia limpa. Certo dia, passando por fazendas a caminho de Santa Barbara (Califórnia), ele ouviu uma história no rádio sobre a fome global e se perguntou como é que tantas pessoas passam fome se conseguimos cultivar tanta abundância de alimentos? No raciocínio de Rogers, o problema não está no cultivo, mas sim na deterioração dos alimentos.

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Inspirado na estratégia da natureza para preservação, Rogers e o time da Apeel Sciences começaram a trabalhar na construção de uma barreira a partir de materiais vegetais comestíveis para reduzir a taxa de deterioração.

© APEEL SCIENCES

O que desenvolveu a Apeel Sciences?

O apodrecimento é inevitável. A centenas de milhões de anos, no processo de migração das plantas da água para a terra, elas passaram a desidratar. No seu processo de desenvolvimento, elas desenvolveram a cutina (pouco solúvel na maioria dos solventes orgânicos), feita de ácidos graxos que se ligam para formar uma vedação (uma espécie de rede tridimensional) ao redor da planta, ajudando a manter a umidade, protegendo também de pragas e insetos.

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O desafio então, foi identificar quais componentes da cutina eram solúveis em água para que, de alguma forma, fosse possível aplicar o produto nas frutas e vegetais. Chegaram nos lipídios, que são anfifílicos, o que significa que eles “gostam” de água e de óleo. Segundo Rogers: “Parte realmente gosta de água e parte realmente não gosta de água, o que significa que, na água, você pode obter uma solubilidade limitada desse material. Quando secam, têm a capacidade de bloquear a água”. Quando dissolvidas em água, as moléculas lipídicas são superadas em número pelas moléculas de água. Mas uma vez que a água começa a evaporar, essas moléculas lipídicas começam a se encontrar, unindo-se e formando uma estrutura.

Ao fazer isso, constroem uma espécie de filme que barra a umidade e repele o oxigênio. A partir dessa descoberta, a Apeel desenvolveu uma substância em pó, que pode ser aplicada com spray, por imersão ou pincelando sobre as frutas e vegetais, bastando apenas molhar os produtos e depois, esperar que sequem.

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Ainda segundo Rogers, “Quando os depositamos em um produto e ele seca, o resultado é que formamos essa estrutura especial, essa barreira especial, que imita a estrutura empregada por produtos com prazo de validade mais longo. A Apeel não está inventando uma substância nova. Está usando a própria defesa evoluída do reino vegetal contra doenças.”

Apeel é uma família de revestimentos derivados de plantas que os produtores, fornecedores e varejistas de alimentos frescos utilizam para manter a produção fresca. Utilizando estes revestimentos, as frutas e vegetais permanecem frescos de duas a três vezes mais, diminuindo o desperdício de alimentos. Esses revestimentos são uma solução pós-colheita que cria um microclima ideal dentro de cada vegetal, o que leva a uma maior vida útil e transportabilidade – com dependência reduzida de refrigeração e atmosfera controlada. Mantendo a umidade, reduz-se a oxidação e, consequentemente, a deterioração.

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De que é feito o Apeel?

O Apeel é feito de materiais derivados de plantas – lipídios e glicolipídios – existentes nas cascas, sementes e polpas de todas as frutas e legumes que já ingerimos. Segundo a empresa, o produto é comestível, seguro para comer e compatível com todos os regulamentos da FDA (Food and Drug Administration) dos EUA, designado como GRAS – Generally Recognized As Safe, ou “Geralmente reconhecido como seguro”. Depois de aplicado, o produto é incolor, inodoro e insípido.

De acordo com a Apeel, os ingredientes não são derivados de fontes animais. Isso significa que os consumidores que optarem por seguir uma dieta que não incorpore produtos de origem animal ou derivados de fontes animais podem considerar o produto alinhado com suas escolhas alimentares.

Investimentos

A Apeel Sciences já arrecadou US$ 360 milhões (em sete rodadas), na última, receberam US$ 250 milhões, tendo como principal investidor a GIC (investidor global de longo prazo que gerencia as reservas externas de Singapura). Nesta última rodada, também investiram na Apeel, Oprah Winfrey e Katy Perry. No total, são 17 investidores.

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FONTE(S):

Apeel Sciences

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